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3 Dicas de Gestão Estratégica para crescer mais

Para empreender e ter sucesso em meu negócio, basta eu ser especialista no produto ou serviço final oferecido, correto??

Sinto informar, mas essa é uma conclusão totalmente equivocada.

Parece estranho, não é? Eis que a ideia inicial, que sustenta a própria existência do negócio, deveria ser o fato que determina de forma cabal o sucesso ou não de uma empresa.

Mas não é assim que o mundo dos negócios funciona.

Um profissional pode oferecer um produto ou um serviço de altíssima qualidade, mas se não souber gerenciar sua empresa e tudo que envolve a fabricação do produto e a manutenção da própria empresa, o negócio estará fadado ao insucesso.

Um exemplo claro disto é a empreendedora que confunde despesas pessoais com despesas da empresa, gastando seu capital de giro, não possuindo valores para reinvestir no negócio.

Para que o empreendimento realmente atinja seu real potencial, faz-se necessário uma gestão estratégica por parte da empreendedora, que nada mais é do que estabelecer um plano de crescimento para o negócio e, a partir desse plano de crescimento, elencar quais são todos os encargos que terá que arcar, na tentativa de maximizar os lucros e minimizar as despesas.

A empreendedora deve ter em mente o que pretende atingir, onde pretende chegar com o negócio que está iniciando. A partir disso, deve observar quais os valores que necessitará arcar, quais os mentores e profissionais que necessitará de aconselhamento para chegar ao objetivo final.

E, pensando na dificuldade de estabelecer um pensamento estratégico logo no início do negócio, aqui vão três dicas que podem ajudar nesta tarefa:

Dica 1: Conheça seu cliente.

A empreendedora, quando pensa em comercializar uma ideia, produto ou serviço, deve estabelecer quem realmente quer atrair, qual é o seu público alvo, se feminino ou masculino, faixa etária, etc, buscando estudar qual a mídia mais eficaz para acertar, justamente, esse público alvo.

Gastar valores em publicidade, sem estratégia, não é uma boa opção, eis que o dinheiro investido não trará qualquer tipo de retorno.

Entretanto, investimento em uma publicidade focada e estratégica, sempre valerá a pena, eis que a tendência é o retorno em clientela.

Além disso, é sempre válido focar inicialmente em grupos de networking em locais perto do seu negócio, eis que geralmente o investimento financeiro é pequeno, mas há grande possibilidade de retorno, eis que conhecendo novas pessoas, há possibilidades de negócios novos e troca de ideias, o que sempre oxigena uma mente empreendedora.

Dica 2: Fuja da informalidade.

Muitas empreendedoras acreditam que o melhor inicialmente é trabalhar sem a criação de uma pessoa jurídica, adotando o perfil da informalidade, por acreditar que assim estariam economizando em impostos.

Esse é um pensamento totalmente restritivo, e que provavelmente vai manter a empreendedora sempre no mesmo patamar financeiro. Ou seja, pode até fazer certo sucesso, mas não irá crescer.

A abertura de uma empresa é importante, pois além de regularizar a situação do negócio, em termos jurídicos (o que traz mais segurança a própria empreendedora), dá credibilidade ao negócio aos olhos dos clientes. Além do mais não ter empresa constituída não exime a responsabilidade da empresária frente aos consumidores.

Com uma empresa, a empreendedora é capaz de emitir nota fiscal, utilizar máquinas de cartão de crédito/débito, abrir contas bancárias jurídicas, obter linhas de crédito diferenciadas para empréstimos bancários, ou seja, a criação de uma empresa devidamente registrada possibilita o crescimento do negócio.

Dica 3: Separe as despesas empresariais das pessoais.

A empreendedora que não separa as despesas da empresa de suas despesas pessoais está fadada a fechar o seu negócio mais rápido do que imagina.

Há grande risco de a empreendedora simplesmente usar o dinheiro da empresa para pagar despesas extraordinárias de sua vida pessoal, como uma viagem, uma obra essencial em sua casa, dentre outras possibilidades da vida cotidiana.

Essa situação pode se tornar corriqueira, o que é péssimo e leva o negócio ao insucesso, uma vez que nunca haverá disponibilidade de valores para reinvestimento na própria empresa, ou pior, a empreendedora terá que contar sempre com empréstimos bancários, o que nem sempre é vantajoso.

O empreendimento deve sempre contar com uma margem de sobra de valores, justamente para que o endividamento não ultrapasse certo limite que não possa posteriormente ser revertido pela empresária.

A gestão estratégica de uma empresa engloba muitos outros aspectos, entretanto, essas três dicas são básicas e já ajudam o empreendimento a dar o seu primeiro passo, lembrando que a constituição e manutenção de uma empresa de sucesso é uma caminhada longa, e que deve ser pensada e planejada a cada nova etapa.

Por Sabrina Safar Laranja – OAB/RS 57.479